O termo azeite provém do vocábulo árabe “Az-zait” e "Al-zait" que significam sumo de azeitona e azeitona deriva de Az-zaitouna ou azzeitun.
Na verdade, se espremermos uma azeitona vai escorrer um sumo constituído por água e azeite. Como a água e o azeite têm densidades diferentes separam-se facilmente.
Cultura milenar dos povos da bacia mediterrânea, a oliveira constitui actividade importante para a economia rural e para o equilíbrio ecológico dessas regiões.
Símbolo de sabedoria para os gregos, ouro líquido para os fenícios, emblema de paz para os judeus, unção sagrada para os cristãos, o azeite concentra o sabor o saber, a cultura e o gosto, a alma e o corpo de civilizações.
É uma gordura essencialmente monoinsaturada, rica em vitamina E e outros antioxidantes naturais, veículo de outras vitaminas lipossolúveis (A,D,K), com uma composição em ácidos gordos que se aproxima da do leite materno, permitindo que, esses mesmos ácidos, sejam, adequadamente, fornecidos ao nosso organismo. Sendo muito resistente a altas temperaturas e não penetrando nos alimentos como acontece com outras gorduras, é apropriado também para a fritura.
Nos povos do Sul da Europa, considera-se que o azeite é corresponsável pela baixa incidência de acidentes cardiovasculares.
O cheiro e o sabor do azeite têm uma importância fundamental nas características sápicas da cozinha mediterrânea.
Ingrediente base da cozinha tradicional portuguesa, valoriza o sabor dos produtos, ligando-os entre si, respeitando-os e tornando-os mais ricos. Pode ser utilizado em cru ou cozinhado, assim nas Saladas, no Caldo Verde, no Bacalhau à Lagareiro, numa caldeirada, nas Cavacas, nos Biscoitos, nas Filhós, em tantos e tantos manjares, o azeite é a chave do sucesso...